Oficina sobre a construção em adobe
Arquivo
21 Novembro 2012
No âmbito da programação da Arq. OUT, que se estende no nosso concelho para o próximo mês de dezembro, dias 15 e 16, haverá uma OFICINA sobre construção em adobe "Construção em terra crua (taipa ou adobe)", organizada pela Arq. Olga Santos e orientada pelo Arq. Paulo Costa (ver currículo infra). A oficina decorre sábado e domingo no horário: 10.00h -13.30h / 14.30h – 18.00h. A participação é gratuita e as inscrições poderão ser feitas a partir de agora e até sexta-feira, dia 12 de dezembro 2012 para a Biblioteca Municipal.
+ info Biblioteca Municipal 234 740 330/ 939951072
OFICINA DE CONSTRUÇÃO EM TERRA CRUA (TAIPA e ADOBE)
Esta Oficina introduzirá os conceitos base às técnicas de construção em terra crua, por via da construção de uma parede em taipa e/ ou adobes abordando outras técnicas ecológicas complementares. Numa perspectiva «faça você mesmo», será construído um objecto escultórico, de carácter didáctico, utilizando téc nicas [ecológicas] tais como: edificação de muros em taipa e em adobe e argamassas naturais.
Objectivo/ Missão
Introdução aos conceitos teóricos e ferramentas práticas associadas à construção com terra crua dotando os participantes dos conhecimentos básicos e consciência sobre tecnologias tradicionais e potencialidades dessa vertente da construção a partir de um modelo didáctico já testado de carácter essencialmente prático.
Sensibilização da população sobre as vantagens ambientais na optimização dos recursos naturais e neste tipo de construção acrescentando-se ainda vantagens para os habitantes dos edifícios em terra crua.
A terra, devido à sua elevada higroscopicidade e inércia térmica, proporciona níveis de conforto climático interiores muito superiores ao da construção em alvenaria de tijolo corrente. O conforto climático atingido nas habitações em terra crua proporciona, por sua vez, um ambiente interior saudável, pelo que este tipo de construção, quando associada a boas soluções de ventilação e aquecimento passivos, contribui para uma melhor saúde na habitação.
1º dia
Utilização da pedra na estrutura de fundação para construções em terra
Marcações no terreno
Contacto com ferramentas e materiais
Introdução, especificidade e diversidade da construção com terra
O Taipal e as ferramentas da taipa
Identificação, análise e ensaios de solos para construção em terra
Fabrico de adobes
Tarde
Início da construção com os participantes
2º dia
Continuação da construção com os participantes
Aplicação dos adobes, se estiverem suficientemente secos.
Acabamentos.
Conclusões e debate
PAULO COSTA ARQUITECTO
“ARQUITECTURAS de TERRA CRUA”
Sinopse
“Sabe-se hoje que a forma de arquitectura mais universal, acessível a uma grande parte das populações, e provavelmente uma das mais antigas foi e é aquela que utilizou e utiliza a terra como material de construção.
O barro e os materiais vegetais entrançados terão sido, juntamente com alguma pedra, formas elementares de estruturar um abrigo. Mas outros modos haveriam de ocorrer, quer os baseados na taipa (terra prensada dentro de cofragens), quer no adobe (blocos secos ao sol), quer ainda no tabique (estruturas de madeira em engradado, preenchidas com barro).
Todas essas formas de construir existiram em Portugal e interessaram a vários estudiosos, embora não tanto como se impunha, sobretudo num país onde as formas vernáculas de viver e de habitar tenderam a uma modernização muito rápida nas últimas décadas.
Com o advento do Modernismo, a terra foi marginalizada enquanto material de construção.
O seu baixíssimo impacto ambiental, as excelentes propriedades térmicas, plásticas e construtivas são contudo verdadeiramente notáveis e nos últimos anos tem-se assistido a um grande incremento no interesse por esta temática. Tal nota-se inclusivamente em dois extremos (aparentemente) opostos: a consciência de que a arquitectura em terra é mais ecológica e que é menos dispendiosa, podendo produzir obras inovadoras de grande qualidade e conforto.
Numa época em que, por mais gasta que a palavra esteja, é fundamental falar de sustentabilidade em todos os campos da actividade humana, constata-se que as novas respostas construtivas para o habitat humano continuam a ser convencionais ou convencionadas por um mercado vasto e agressivo que é o dos materiais de construção industriais.
Seja por necessidade, seja por opção, a terra crua é um material que se afirma no horizonte do futuro de uma construção mais sustentável.”
in COSTA, Paulo, “O equilíbrio construtivo da arquitectura actual através da terra crua e da taipa”, FAUP, Porto, 2010
Formador | Arq.º Paulo Costa | www.peel.com.pt
Barcelos, 1972. Licenciatura em Arquitectura pela Escola Superior Artística do Porto sob a orientação de Nuno Mateus (ARX Portugal) em 1998. Em 2000, trabalhou com Jo Coenen, Architekten, em Maastricht, Holanda. Colaborou com GLCS -Arquitectos, Lda. em trabalhos como o Teatro de Leiria, o Teatro de Fafe e o Centro de Comando Operacional de Lisboa. Organizou e comissariou o intercâmbio Flexibility DCA/ESAP – LIA/TU Berlin entre os Cursos de Arquitectura da Escola Superior Artística do Porto e a Technische Universität Berlin. Foi crítico convidado da Universidade de Aachen e da TU Berlin (Alemanha) para trabalhos do curso de Arquitectura e do Departamento LIA. Conferencista Universidade Lusíada “ARX Portugal e NO+PC. Arq.”, 2006 e na ESAP “Arquitecturas de Terra”, 2012.
Estabeleceu no Porto o atelier PEEL living projects.
Sócio da Associação Centro da Terra; participação na Oficina de Construção com Terra, Conímbriga, Fev 2010 e no “6º ATP/ 9ºSIACOT – Seminário Ibero-Americano de Construção e Arquitectura com Terra”; Assessor do LiderA – Sistema de Avaliação de Sustentabilidade na Construção. Concepção e produção da linha de mobiliário ecológico PLY&co., 2010.
Mestrado na FAUP subordinado ao tema “O equilíbrio construtivo da arquitectura actual através da terra crua e da taipa”, 2009/2010
Formador do módulo de construção em terra no workshop Mãos na Terra I, II e III, O Fojo-Permacultura, Ansião, 2010/11/12; do módulo de taipa e muros de terra compactada no workshop Mãos na Massa, Porto, 2011 e do módulo de construção em terra no workshop de construção em terra crua e taipa: HANDS ON THE DIRT no IFAC 2012_ INTERNATIONAL FESTIVAL OF ART AND CONSTRUCTION, Villarino de los Aires, Espanha, Agosto 2012. Formando e orador no Workshop de Taipa e Tijoleiras de Cal da BrusselsCooperation, Bélgica, Abril 2012. 1º edifício em taipa da Bélgica. Com Formadores do CRATerre (Quentin Chansavang, Hugo Gasnier) e monitores formados por Martin Rauch e Anna Heringer.
Tem trabalhos publicados em edições online e impressas.
+ info Biblioteca Municipal 234 740 330/ 939951072
OFICINA DE CONSTRUÇÃO EM TERRA CRUA (TAIPA e ADOBE)
Esta Oficina introduzirá os conceitos base às técnicas de construção em terra crua, por via da construção de uma parede em taipa e/ ou adobes abordando outras técnicas ecológicas complementares. Numa perspectiva «faça você mesmo», será construído um objecto escultórico, de carácter didáctico, utilizando téc nicas [ecológicas] tais como: edificação de muros em taipa e em adobe e argamassas naturais.
Objectivo/ Missão
Introdução aos conceitos teóricos e ferramentas práticas associadas à construção com terra crua dotando os participantes dos conhecimentos básicos e consciência sobre tecnologias tradicionais e potencialidades dessa vertente da construção a partir de um modelo didáctico já testado de carácter essencialmente prático.
Sensibilização da população sobre as vantagens ambientais na optimização dos recursos naturais e neste tipo de construção acrescentando-se ainda vantagens para os habitantes dos edifícios em terra crua.
A terra, devido à sua elevada higroscopicidade e inércia térmica, proporciona níveis de conforto climático interiores muito superiores ao da construção em alvenaria de tijolo corrente. O conforto climático atingido nas habitações em terra crua proporciona, por sua vez, um ambiente interior saudável, pelo que este tipo de construção, quando associada a boas soluções de ventilação e aquecimento passivos, contribui para uma melhor saúde na habitação.
1º dia
Utilização da pedra na estrutura de fundação para construções em terra
Marcações no terreno
Contacto com ferramentas e materiais
Introdução, especificidade e diversidade da construção com terra
O Taipal e as ferramentas da taipa
Identificação, análise e ensaios de solos para construção em terra
Fabrico de adobes
Tarde
Início da construção com os participantes
2º dia
Continuação da construção com os participantes
Aplicação dos adobes, se estiverem suficientemente secos.
Acabamentos.
Conclusões e debate
PAULO COSTA ARQUITECTO
“ARQUITECTURAS de TERRA CRUA”
Sinopse
“Sabe-se hoje que a forma de arquitectura mais universal, acessível a uma grande parte das populações, e provavelmente uma das mais antigas foi e é aquela que utilizou e utiliza a terra como material de construção.
O barro e os materiais vegetais entrançados terão sido, juntamente com alguma pedra, formas elementares de estruturar um abrigo. Mas outros modos haveriam de ocorrer, quer os baseados na taipa (terra prensada dentro de cofragens), quer no adobe (blocos secos ao sol), quer ainda no tabique (estruturas de madeira em engradado, preenchidas com barro).
Todas essas formas de construir existiram em Portugal e interessaram a vários estudiosos, embora não tanto como se impunha, sobretudo num país onde as formas vernáculas de viver e de habitar tenderam a uma modernização muito rápida nas últimas décadas.
Com o advento do Modernismo, a terra foi marginalizada enquanto material de construção.
O seu baixíssimo impacto ambiental, as excelentes propriedades térmicas, plásticas e construtivas são contudo verdadeiramente notáveis e nos últimos anos tem-se assistido a um grande incremento no interesse por esta temática. Tal nota-se inclusivamente em dois extremos (aparentemente) opostos: a consciência de que a arquitectura em terra é mais ecológica e que é menos dispendiosa, podendo produzir obras inovadoras de grande qualidade e conforto.
Numa época em que, por mais gasta que a palavra esteja, é fundamental falar de sustentabilidade em todos os campos da actividade humana, constata-se que as novas respostas construtivas para o habitat humano continuam a ser convencionais ou convencionadas por um mercado vasto e agressivo que é o dos materiais de construção industriais.
Seja por necessidade, seja por opção, a terra crua é um material que se afirma no horizonte do futuro de uma construção mais sustentável.”
in COSTA, Paulo, “O equilíbrio construtivo da arquitectura actual através da terra crua e da taipa”, FAUP, Porto, 2010
Formador | Arq.º Paulo Costa | www.peel.com.pt
Barcelos, 1972. Licenciatura em Arquitectura pela Escola Superior Artística do Porto sob a orientação de Nuno Mateus (ARX Portugal) em 1998. Em 2000, trabalhou com Jo Coenen, Architekten, em Maastricht, Holanda. Colaborou com GLCS -Arquitectos, Lda. em trabalhos como o Teatro de Leiria, o Teatro de Fafe e o Centro de Comando Operacional de Lisboa. Organizou e comissariou o intercâmbio Flexibility DCA/ESAP – LIA/TU Berlin entre os Cursos de Arquitectura da Escola Superior Artística do Porto e a Technische Universität Berlin. Foi crítico convidado da Universidade de Aachen e da TU Berlin (Alemanha) para trabalhos do curso de Arquitectura e do Departamento LIA. Conferencista Universidade Lusíada “ARX Portugal e NO+PC. Arq.”, 2006 e na ESAP “Arquitecturas de Terra”, 2012.
Estabeleceu no Porto o atelier PEEL living projects.
Sócio da Associação Centro da Terra; participação na Oficina de Construção com Terra, Conímbriga, Fev 2010 e no “6º ATP/ 9ºSIACOT – Seminário Ibero-Americano de Construção e Arquitectura com Terra”; Assessor do LiderA – Sistema de Avaliação de Sustentabilidade na Construção. Concepção e produção da linha de mobiliário ecológico PLY&co., 2010.
Mestrado na FAUP subordinado ao tema “O equilíbrio construtivo da arquitectura actual através da terra crua e da taipa”, 2009/2010
Formador do módulo de construção em terra no workshop Mãos na Terra I, II e III, O Fojo-Permacultura, Ansião, 2010/11/12; do módulo de taipa e muros de terra compactada no workshop Mãos na Massa, Porto, 2011 e do módulo de construção em terra no workshop de construção em terra crua e taipa: HANDS ON THE DIRT no IFAC 2012_ INTERNATIONAL FESTIVAL OF ART AND CONSTRUCTION, Villarino de los Aires, Espanha, Agosto 2012. Formando e orador no Workshop de Taipa e Tijoleiras de Cal da BrusselsCooperation, Bélgica, Abril 2012. 1º edifício em taipa da Bélgica. Com Formadores do CRATerre (Quentin Chansavang, Hugo Gasnier) e monitores formados por Martin Rauch e Anna Heringer.
Tem trabalhos publicados em edições online e impressas.
Conteúdo atualizado em13 de julho de 2018às 11:14

