Município vai ter grupo de entreajuda para desempregados
O concelho de Oliveira do Bairro vai contar a partir de junho com um GEPE – Grupo de Entreajuda na Procura de Emprego, dirigido a pessoas em situação de desemprego.
A Sessão Pública de apresentação do GEPE de Oliveira do Bairro será realizada no dia 22 de maio, às 10h30, na Sala de Reuniões da Câmara Municipal, onde será apresentado o projeto e as especificidades relativas ao seu funcionamento.
O protocolo de criação do GEPE de Oliveira do Bairro foi assinado na Reunião de Câmara de 27 de abril, entre o Município e o Instituto P. António Vieira, uma associação sem fins lucrativos, vocacionada para a intervenção nos domínios da inovação social, diálogo intercultural/migrações e ainda na prospectiva/tendências.
Os Grupos de Entreajuda na Procura de Emprego – GEPE são grupos informais de pessoas desempregadas, tendencialmente constituídos por oito a doze membros, que se reúnem periodicamente e cujo objetivo é a procura ativa de emprego, na qual todos os membros do grupo colaboram e se entreajudam.
A participação é gratuita mas exige um compromisso de presença regular e contributos para o enriquecimento das reuniões, nomeadamente na pesquisa de oportunidades de trabalho que se adequem aos membros do seu GEPE.
Através da dinâmica de entreajuda em grupo, metodologia adaptada de outros contextos de “auto-ajuda”, procura-se ultrapassar a desmotivação, o isolamento e a tendência depressiva a que o desemprego muitas vezes conduz. Com o apoio de um facilitador/animador, o grupo foca-se na procura ativa de emprego para os seus membros, tendo cada um deles a função de apoiar os restantes nessa missão. Com uma atitude positiva e um enfoque proactivo sobre o mercado de trabalho é uma experiência de solidariedade e de dádiva entre os próprios desempregados.
A rede GEPE, que atualmente conta com perto de centena e meia de grupos em funcionamento espalhados por todo o país, é um projeto experimental e inovador que pretende desta forma apoiar desempregados, em particular os que sofrem um maior impacto psicológico do desemprego, quer pela sua duração, pela situação inesperada ou pela vulnerabilidade em que se encontram.

