Crianças vão conservar peças do Museu de Etnomúsica
O Museu de Etnomúsica da Bairrada, localizado na vila do Troviscal, vai organizar, de 14 a 18 de novembro, o seu habitual ateliê lúdico de sensibilização para as questões da conservação e salvaguarda do património, denominado “Um Dia no Laboratório”.
A iniciativa é destinada a crianças entre os 3 e os 12 anos de idade e vai permitir que, por um dia, os mais novos se tornem verdadeiros conservadores/restauradores, participando na limpeza e conservação de uma peça do espólio do museu.
O ateliê “Um Dia no Laboratório” tem como objetivo despertar interesse e promover o gosto pelo património, de uma forma lúdica e educativa. Cada sessão, a realizar às 10h30 e 14h30, terá a duração média de 1 hora e um limite máximo de 15 participantes. A participação na atividade é gratuita e as inscrições podem ser feitas no Museu de Etnomúsica da Bairrada, através do telefone 234 757 005 ou do endereço eletrónico memb@cm-olb.pt.
Inaugurado em 2005, o Museu de Etnomúsica da Bairrada é um projeto da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro que tem por objetivo preservar o património cultural produzido na área musical, construído e vivido ao longo de gerações por toda a comunidade bairradina. Para além de exposições temáticas, o Museu possui uma vasta coleção de instrumentos, partituras, gravações, documentação variada e depoimentos.
O Museu de Etnomúsica da Bairrada leva a efeito, durante todo o ano, uma série de iniciativas dirigidas a vários segmentos de públicos, desde as crianças à população sénior, não só do Concelho de Oliveira do Bairro mas de toda a região, contribuindo para um crescente conhecimento da música e das raízes culturais do nosso território, eternizando as nossas tradições, a nossa história e a nossa real identidade.
Para além do vasto espólio que possui, o Museu conta ainda com duas exposições abertas ao público. A exposição “O Rádio: Retrospetiva do século XX”, inaugurada em 2010 para comemorar os 75 anos de rádio em Portugal, celebra este importante meio de comunicação, demostrando a sua preponderância junto das populações, desde os anos 20, com o aparecimento dos primeiros recetores, até à década de 70, numa viagem por quinze elementos que representam algumas das marcas e modelos mais significativos da sua história. Inaugurada este ano, a exposição temporária “Banda Filarmónica da Mamarrosa: 100 Anos ao Serviço da Cultura”, assenta em documentos e objetos físicos do Museu, celebrando o percurso secular da instituição, desde os tempos do seu fundador, Jaime de Oliveira, até aos dias de hoje.

