Casa cheia num concerto de Ano Novo notável
O amplo salão da Assembleia Republicana do Troviscal encheu-se de público, no passado sábado à noite, naquela que foi, provavelmente, das edições mais concorridas do Concerto de Ano Novo, promovido pela Câmara Municipal.
A avaliar pelos enérgicos aplausos, bem como pelas reações entusiastas dos presentes ao longo da noite, foi unânime de que se tratou de um notável concerto que as duas bandas proporcionaram neste serão. O Presidente da Câmara Municipal, Mário João Oliveira, fez eco disso mesmo, logo no início da sua intervenção: “Foi um concerto magnífico, com prestações fantásticas de ambas as bandas que tanto nos orgulham”. Além dos habituais votos de Ano Novo, que o autarca deixou a todos os presentes, aproveitou ainda esta oportunidade para destacar a efeméride dos “500 anos da entrega da Carta do Foral” que este ano marca a vida do concelho de Oliveira do Bairro e, necessariamente, a programação cultural do município, apelando a todos para que fiquem atentos e se façam presentes nestas comemorações.
O programa do concerto, que durou praticamente duas horas, contou com a interpretação de 10 peças. Abriu o serão a Banda Filarmónica da Mamarrosa, dirigida pelo Maestro Fernando Ribeiro Lopes, com a grandiosa interpretação de “Quo Vadis”, à qual se seguiu a zarzuela “La Leyenda del Beso”, um dos grandes êxitos dos compositores Soutullo y Vert, e a peça “Castles in Spain” de R. Beck e J. Mabaar. A magnífica prestação da Banda Filarmónica da Mamarrosa finalizou com o elegante pasodoble “Xabia” de Salvador Salvá.
A União Filarmónica do Troviscal, dirigida pelo maestro André Granjo, inspirou-se no final de ano e na transição da estação para o programa que apresentou e que começou precisamente com “Winter Dances” (2002), do compositor irlandês Fergan Carrol. Seguiu-se “Tramonto”, uma peça de Luis Serrano Alarcón, que contou com a violoncelista Raquel Reis, “instrumentista de grande qualidade”, como foi apresentada por André Granjo, natural de Oliveira do Bairro e profissional que integra o quadro da Orquestra Gulbenkian. “Cloudburst” de Eric Whitcare foi a tempestade que contou com a participação especial do público que com estalidos ajudou a fazer ouvir chuva dentro do salão. Após a tempestade veio a bonança, ao som de “Blue Bells of Scotland”, do compositor Arthur Pryor, um tema que contou com a participação do bombardino do solista Dawid Seidenberg, membro da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música que já esteve por várias vezes no Troviscal a convite da União Filarmónica. “Bohemian Rhapsody” de Freddie Mercury e os acordes da guitarra elétrica de Jorge Silva encerraram de forma extraordinariamente contagiante a prestação da Banda do Troviscal em mais este concerto.
O concerto de Ano Novo encerrou com chave de douro a programação do Natal Brilhante no município, com a interpretação da tradicional marcha de Strauss, pelas duas bandas, e a certeza de que continuará na aposta cultural do próximo ano, mas desta vez na programação do Quartel das Artes.

