Ano Novo recebido em concerto no próximo sábado
Pelo quinto ano consecutivo, a Câmara Municipal de Oliveira do Bairro promove o Concerto de Ano Novo, no próximo sábado, 4 de janeiro 2014, a partir das 21h00, no Salão da União Filarmónica do Troviscal.
Nesta proposta de serão musical, de entrada gratuita, participam as duas bandas do concelho: a Banda Filarmónica da Mamarrosa, dirigida por Fernando Ribeiro Lopes, e a União Filarmónica do Troviscal, com direção artística de André Granjo.
O programa deste concerto, que encerra a programação “Natal Brilhante” no Município de Oliveira do Bairro, contempla a interpretação de 10 temas, incluindo a interpretação final conjunta, com mais de cem músicos em palco, do tema Radetzky March, Op. 228 (1848) de Johann Strauss, Sr.
PROGRAMA
Banda Filarmónica Mamarrosa
Quo Vadis - Autor: A. Scassola
La Leyenda del Beso - Autor: Soutullo y Vert
Castles in Spain - Autor: R. Beck e J. Mabaar
Xabia - Autor: Salvador Salvá
União Filarmónica do Troviscal
Winter Dances (2002) – Autor: Fergal Carroll
a) December
b) January
Tramonto (2007) – Autor: Luis Serrano Alarcón
Violoncelo: Raquel Reis (membro da Orquestra Gulbenkian)
Cloudburst (2001) – Autor: Eric Whitacre
Blue Bells of Scotland: Tema e Variações (1901) – Autor: Arthur Pryor
Bombardino: Dawid Seidenberg (membro da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música)
Bohemian Rhapsody (1975) – Autor: Freddie Mercury
Guitarra Eléctrica: Jorge Alex Silva
SOBRE AS BANDAS
Banda Filarmónica da Mamarrosa
Apresentada em público pela primeira vez em 31 de dezembro de 1916, a Banda Filarmónica da Mamarrosa chamou-se nessa altura de “Banda Escolar”, por ser constituída pelos alunos da Escola Primária onde lecionava o seu Maestro fundador, Jayme de Oliveira Pinto de Sousa.
Após a morte do seu Maestro fundador, ocorrida em 1940, a Banda passou a ser dirigida sucessivamente pelos seus filhos José, António e Orlando, até meados da década de 70, culminando um processo lento de degradação, provocada pela falta de uma escola de música e consequente falta de renovação dos seus efetivos, bem assim como pela diminuição drástica de convites às bandas para realização de concertos dignos desse nome, fenómeno a que as Bandas não souberam, então, reagir positivamente, pelo que a Banda haveria de conhecer um período menos bom da sua existência, consequência daquelas vicissitudes.
Em boa hora, porém, um grupo de Mamarrosenses, alarmados com o rumo que as coisas estavam a tomar e receando o pior para a sua já sexagenária Banda, fundam em 1978, a Associação Beneficente, Cultura e Recreio da Mamarrosa (ABC), com o objetivo primeiro de a revitalizar dando-lhe uma nova orientação e procurando imprimir-lhe uma nova dinâmica. É então que, pela mão de dois músicos, Álvaro Ferreira e Armando Vida, mas principalmente o primeiro - pessoa de imensa generosidade, dotada de infinita paciência e inexcedível amor à sua Banda e à sua terra - começam a entrar para a Banda dezenas de jovens e crianças, inoculando o sangue novo indispensável à sua desejada revitalização.
A Banda Filarmónica da Mamarrosa, possui uma Escola de Música que assegura assim a continuidade da sua própria existência, pelo lançamento constante de novos músicos nas suas fileiras.
Após conhecer várias regências, a Banda Filarmónica da Mamarrosa chega aos dias de hoje sob a batuta do Maestro Fernando Ribeiro Lopes, pessoa dotada de formação académica na área musical e profundo conhecedor da Vida Filarmónica.
Com os seus 97 anos de existência, a Banda Filarmónica sempre soube representar com dignidade o nome da sua Vila (Mamarrosa), concelho (Oliveira do Bairro) e País (Portugal) uma vez que já se internacionalizou.
Nas últimas épocas foram tantas as solicitações para atuar no Norte e Centro do País, com especial incidência nesses verdadeiros santuários que são o Minho e Trás-os-Montes, que por vezes não pode responder afirmativamente a todas as solicitações, por preenchimento de calendário.
União Filarmónica do Troviscal
A primeira Banda que existiu no Troviscal foi fundada em 1911 por um professor do ensino primário, José de Oliveira Pinto de Sousa, que lecionava durante a manhã as aulas curriculares e música durante a tarde. A Banda Escolar do Troviscal tornou-se nacionalmente famosa devido a sérias disputas que sustentou com a Igreja Católica, que culminaram com a excomunhão da Banda pelo Bispo de Coimbra em Novembro de 1922. Não só devido a este conflito de cerca de 17 anos com a hierarquia eclesiástica, mas também devido à sua qualidade artística comprovada por vários prémios ganhos em certames nacionais, a Banda Escolar do Troviscal ganhou uma enorme reputação mas viria lamentavelmente a extinguir-se em 1942.
Em 1989 um grupo de personalidades juntou-se para convidar o Dr. Silas de Oliveira Granjo, um dos netos de José Oliveira, para que se criasse uma associação musical na Freguesia, que de alguma forma pudesse vir a dar continuidade ao legado da Banda Escolar do Troviscal. O desafio foi aceite e, em Setembro desse ano, um grupo de jovens com idades entre os 6 e os 14 anos começaram a aprender música. Em Dezembro desse mesmo ano era já possível ter 23 jovens a tocar 3 melodias de Natal em instrumentos de sopro. Os alicerces estavam lançados e a banda, agora chamada “União Filarmónica do Troviscal” deu início à sua atividade regular como uma outra qualquer banda amadora comunitária portuguesa.
O Objetivo da banda foi sempre o de interpretar o melhor repertório possível que fosse compatível com as capacidades técnicas dos seus músicos. Mantendo sempre a tradição de atuar ao ar livre que se espera de uma banda amadora em Portugal, a UFT cedo apontou para objetivos mais artísticos e, em 1998, participou no Festival Internacional para jovens músicos Purmerade 98 em Purmerend na Holanda. Neste mesmo festival mereceu do júri da modalidade de "Bandas de Concerto" apreciações de bom e muito bom em todos os parâmetros analisados e ainda uma classificação de 1º lugar com louvor no concurso de solistas.
Em Abril de 2000 é reconhecida como instituição de utilidade pública. Em Março de 2001 deslocou-se a França, onde atuou com muito agrado no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, e em Paris. Em Agosto do mesmo ano atuou num festival de Bandas Juvenis em O Rosal, na Galiza, e em Outubro deslocou-se à região francesa da Bretanha, onde realizou concertos em várias cidades.
Em Junho de 2002, pela 2'ª vez no festival de Purmerade na Holanda, consegue a qualificação de excelente em todos os parâmetros interpretativos na modalidade de concerto sendo-lhe atribuído o primeiro prémio nesta modalidade e, no concurso de solistas, arrecada dois 1° classificados com louvor (saxofone e trompete), e dois 1° classificados (flauta e clarinete).
Em Junho de 2004 representa Portugal no Festival Internacional de Bandas FIJO na cidade Checa de Cheb.
Nos anos que se seguiram apresenta-se em diversos festivais e concertos em Portugal e em Espanha e manteve o seu Festival Ibérico de Bandas que organiza desde 2002.
Em Abril de 2008 vence o primeiro prémio da 2ª Secção (bandas até 70 músicos) no “II Certâmen Internacional de Bandas de La Senia”em Espanha.
Em Setembro de 2010 participa na realização de uma edição do programa Câmara Clara da RTP2 dedicado às Bandas Amadoras.
Em Julho de 2011 realiza uma digressão ao Extremo Oriente atuando em Macau, Hong Kong e Chiayi City (Taiwan) onde participa na 15ª Conferência Internacional da Associação Mundial de Bandas e Ensembles de Sopro (WASBE), participação da qual foi editado um CD e um DVD editados pela produtora americana Mark Records.

